A coragem do Arcanjo Micael para combater os dragões internos

O Arcanjo Micael é considerado o guardião da era atual. É ele que nos ensina a lutar, com coragem contra as tentações do mal. Ele é o príncipe dos Arcanjos. Ao qual se submetem todos os outros Arcanjos e suas legiões. Ergue-se como o defensor da consciência de Cristo em todos os filhos de Deus. Seu nome significa “Aquele que é semelhante a Deus”.

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micael

No dia 29 de setembro comemoramos o dia do Arcanjo Micael.  Para as escolas Waldorf, essa é uma época muito importante e para contar um pouco sobre o significado dessa data, eu trago um texto escrito por Sônia Ruella, mantenedora da escola Waldorf Alecrim Dourado.

O Arcanjo Micael é considerado o guardião da era atual. É ele que nos ensina a lutar, com coragem contra as tentações do mal. Ele é o príncipe dos Arcanjos. Ao qual se submetem todos os outros Arcanjos e suas legiões. Ergue-se como o defensor da consciência de Cristo em todos os filhos de Deus. Seu nome significa “Aquele que é semelhante a Deus”.

Micael enviado a nós pelo Senhor, figura como um dos mais venerados anjos na Escritura e na tradição judaica, cristã e islâmica. No antigo testamento ele aparece como o guardião de Israel e é identificado na literatura mística como Jacó, conduziu Israel através do deserto , destruiu o exército de Senaqueribe e foi o inspirador de Joana D’arc. Poderoso ao lado do Senhor, o Arcanjo Micael é o defensor imparcial de todos os que abraçam a verdade e a justiça. (Josué 5, 13-15)

Em Apocalipse (12, 7-8) se fala do papel fundamental do Arcanjo Micael como defensor de Deus: “Houve uma batalha no céu. Micael teve de combater o Dragão e seus anhos. Estes combateram mas não prevaleceram e não houve lugar no céu para eles.”

COMEMORAR MICAEL?

Hoje em dia, podemos observar que o Dragão torna-se cada vez maior e mais forte em nós. Muitos são os perigos e obstáculos que a vida nos impõe e precisamos vigiar sempre para não “cairmos em tentação”.

É realmente muito simples apontar o mal como algo incontrolável e nos torna impotentes. Mas o bem e o mal não existem per si fora de nós.

O que nos torna impotentes é a nossa postura diante de nossa realidade interior. Vemos pelo texto “ O papel da imagem em nossa vida”, que desde pequenos nos deparamos com aquilo que não é próprio da natureza humana. Apenas com um pensar lúcido podemos transformar aquilo que constituirá física ou espiritualmente nossa individualidade. O que não nos serve, transforma-se em Dragão, capaz de nos consumir aos poucos e ao qual sucumbimos muitas vezes, por vários motivos.

Pra mim, os principais são a falta de consciência de que as escolhas são sempre nossas; a descrença na ajuda do plano espiritual; a falta de coragem para lidar com a própria liberdade; a inconsciência impedindo-nos de pensar lucidamente a dúvida de que o bem é sempre o melhor caminho e de que o amor, sempre venceu e vencerá quando cultivado.

Portanto, tudo que se nos apresenta deve ser transformado conscientemente tornando-se parte de nós. Assim, nós construímos homens ou dragões, graças a nós mesmos, lembrando que podemos contar com a ajuda do plano espiritual.

Dessa forma, faz sentido comemorar Micael. Não porque é época dele ou porque todas as escolas Waldorf comemoram, mas porque tudo o que ele representa reverbera como verdade dentro de nós. E a verdade deve ser lembrada!

Vamos celebrar a primavera

A primavera é umas das estações mais esperadas do ano. Após o período de frio e encolhimento (para aqueles que vivem nas regiões mais frias), chega a hora de guardarmos os casacos e admirarmos a natureza, que vai renascendo e florescendo, preparando-nos para os dias mais quentes e longos.

Nas escolas Waldorf, a época de primavera é trabalhada de diferentes formas. As crianças cantam músicas especiais e participam de um lindo encontro com as famílias para celebrar o novo período, com canções e piquenique. Ao vivenciar a mudança das estações do ano, estamos ensinando ritmo e constância para os alunos, dando segurança e permitindo que eles notem a passagem do tempo, ainda que não consigam expressá-la.

Para Rudolf Steiner, os festivais são pontos nodais do ano que nos unem ao espírito do universo. E por que não levarmos esse clima também para a nossa casa? Podemos criar uma mesa de primavera, fazer aquarelas e recortá-las na forma de borboletas, criar um mini jardim em vasos e aproveitar o clima favorável para fazer atividades ao ar livre.

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Alunos da Escola Waldorf Alecrim Dourado se preparam para cantar no Festival da Primavera

As mesas de primavera podem ser mais ou menos elaboradas, mas precisam conter certos elementos que as caracterizam. O Blog “Um encantado jardim”, traz uma explicação sobre como devemos montar esses espaços.

De acordo com a autora, as mesas de época são quadrimembradas no tempo e trimembradas no espaço. Na quadrimembração, vemos representadas as estações do ano. Na trimembração: céu, terra e homem.

O ser humano deve sempre estar presente na mesa, trabalhando, pescando, soltando pipa, dançando, rezando aos mortos, assistindo ao nascimento, etc. É nele que a criança espelha a sua humanidade. Fazendo companhia ao ser humano estão as plantas, os animais e os elementos da natureza em perfeita harmonia. Os objetos que o homem construiu com sua sabedoria também podem estar presentes. O ambiente onde o homem habita é sempre bom, sempre belo e sempre verdadeiro.

Quem não quiser montar uma mesa completa, pode trazer elementos da natureza para casa. Um galho recolhido em um parque pode virar um belo enfeite de primavera se colocarmos alguns enfeites. Um vaso de flores já traz alegria para o ambiente.

O blog Twig and Toadstool apresentou uma atividade que eu achei incrível e muito fácil: um bracelete de flores feito de fita adesiva. Tenho certeza que as crianças irão adorar recolher flores caídas no chão para colocar em suas pulseiras.

E você qual ritual vai utilizar para celebrar a primavera? Conte-me, vou adorar saber.