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Férias de verão sem stress? É possível

As longas  férias de verão podem ser uma fonte de preocupação para os pais. O que fazer com as crianças durante tanto tempo? Será que elas vão ficar entediadas de estar em casa? Na ânsia de oferecer o melhor para os filhos, muitas vezes levamos estímulos demais, desnecessariamente.

Em vez de todos os dias oferecermos uma coisa diferente para fazer, é importante também deixar a criança em casa para que ela brinque sozinha, invente atividades com a sua imaginação. O estímulo em excesso faz com que ela perca a iniciativa própria, dependendo sempre de algo de fora para se divertir.

Uma das premissas da educação Waldorf é aprender pela ação e pela arte. Nada mais apropriado do que deixar que as crianças criem sua própria brincadeira. É surpreendente ver como elas se divertem com qualquer coisa. E quando evitamos dar brinquedos eletrônicos ou outro que tenha instruções rígidas a seguir, podemos ver a imaginação dos pequenos florescer.

O ritmo diário também é importante. Na medida do possível, devemos manter os horários das refeições, das brincadeiras e da hora de dormir. As crianças ficam mais relaxadas se elas conseguem antecipar o que vem em seguida. Quanto mais rítmica a vida da criança, melhor a sua saúde. Podemos aproveitar para incluí-las no ritmo diário da casa, como arrumar a mesa para as refeições ou ajudar na preparação de um prato, por exemplo.

Na hora de sair com os filhos, além de parques e clubes, a rede SESC oferece boas oportunidades nas férias. As diversas unidades espalhadas pelo país possuem brinquedotecas inspiradas na pedagogia Waldorf. São brinquedos de madeira, bonecos de pano sem feições definidas, tecidos e outros itens que permitem o livre brincar.

Acima de tudo, vale lembrar que a criança aprende por imitação. Então relaxamento, calma e paciência devem ser exercitados como um mantra nesse período. Boas férias!!!

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Julho chegou! Atividades para as férias

O post de hoje traz algumas dicas de atividades para as crianças do primeiro setênio, baseadas na pedagogia Waldorf, para fazer nas férias.

Embora sejam simples, muitas vezes esquecemos que as crianças não precisam de muito para ficarem felizes. Nós é que temos a mania de complicarmos as coisas.

Que tal colocar em prática algumas dessas atividades? Mesmo os mais crescidinhos se beneficiarão dessas brincadeiras. Para quem mora no Sul e Sudeste, uma recomendação: não deixe o frio espantar a vontade de sair de casa. É só colocar um agasalho bem quentinho e sair para apreciar as mudanças que a nova estação trouxe para o parque mais próximo.

Os assinantes da newsletter também vão receber um guia com passo a passo de brincadeiras e dicas de locais para visitar em diversas cidades.

 

Práticas Waldorf para Férias

Celebre a luz interior com o festival da lanterna

Lanterna

 

O mês de junho marca a chegada do inverno e com ele uma das celebrações mais bonitas e emocionantes realizadas pelas escolas Waldorf em minha opinião, a festa da lanterna. Ela é uma forma de reassegurar que a luz brilha em cada um de nós e precisa ser protegida, assim como a vela que ilumina a lanterna.

Embora a festa seja realizada próximo do dia de São João no Brasil, ela é originalmente celebrada no dia 11 de novembro, dia de São Martinho, nos países do hemisfério norte.

São Martinho é considerado o santo protetor dos mendigos e desamparados. Ele era conhecido por sua gentileza, humildade e sua habilidade em trazer calor e luz para os necessitados.

Conta a lenda que Martinho foi um soldado romano, que em uma noite fria de novembro, passou pelos portões da cidade de Amiens, na França, com seu cavalo e encontrou um mendigo praticamente sem roupas e tremendo de frio. Martinho então, com sua espada cortou seu pesado casaco em dois, dividindo-o com o mendigo. Naquela noite, ele sonhou com um anjo que lhe apareceu vestindo metade do casaco que havia sido dada ao mendigo e viu em seus olhos a luz divina que carregamos dentro de cada um de nós. A partir daí ele devotou a sua vida a ajudar os mais necessitados.

A preparação para a festa da lanterna começa com pelo menos três semanas de antecedência, quando as crianças começam a cantar as músicas do festival e escutam pequenas estórias relacionadas ao tema. Os pais participam dos preparativos confeccionando as lanternas para os pequenos. Por ser uma celebração que antecede a chegada do inverno, ela tem um caráter meditativo, apropriado para a estação do ano, quando o clima mais frio e as noites mais longas favorecem a interiorização do espírito.

No dia da festa, as crianças assistem à peça “A menina da lanterna” e em seguida saem em caminhada com suas lanternas, cantando canções folclóricas que falam sobre o homem, a natureza, o céu, a Terra e as suas relações. Elas também acendem uma linda fogueira. Sonia Ruella, mantenedora da escola Waldorf Alecrim Dourado, afirma em seu texto sobre festas cristãs que “é dever dos adultos, pais e professores, vivenciar a Festa da Lanterna com plena consciência trazendo as crianças, com veneração, os sentimentos belos, bons e verdadeiros pertinentes a essa época do ano”, ensina.

Essa festa tão bonita pode também ser vivenciada por pais e amigos em casa. Os festivais criam um sentimento de pertencimento e marcam os ritmos do ano. Segundo Steiner, os festivais marcam o ritmo das estações. Não é complicado realizar o festival da lanterna. O que precisamos são:

  • A confecção da lanterna com a ajuda dos adultos. Essa atividade já cria a expectativa para o que vem em seguida
  • Estória da menina da Lanterna – que pode ser contada por um adulto ou encenada como uma peça
  • A caminhada da lanterna
  • E comida para o encerramento. Por que não uma refeição à luz de lanterna?

A caminhada pode ser feita em um quintal ou para aqueles que moram em apartamento, em uma praça. Com certeza as crianças vão adorar.

*A estória “ A menina da lanterna” será enviada para todos os assinantes da newsletter.

Como lidar com o mau comportamento infantil?

 

Birra

Demonstrações de birras, comportamento agressivo,  provocações, são situações vividas por quase a totalidade dos pais de crianças pequenas em maior ou menor grau. Sem saber como lidar com isso, muitos recorrem aos famosos livros e programas das “super nannies”, com regras rígidas, seguem a cartilha ensinada pelos pais, que ensina a castigar como forma de ensinar, ou com medo de criar filhos traumatizados, deixam de tomar qualquer atitude. Qual seria, no entanto, a melhor forma de encarar esses momentos, que podem ser muito estressantes, de acordo com a pedagogia Waldorf?

Para Rudolf Steiner, o desenvolvimento de regras e teorias e a aplicação de reprimendas são ineficazes na primeira infância. Em vez de elaborarmos teses e manuais sobre a maneira como as crianças devem se comportar, precisamos prestar atenção no nosso comportamento perante elas. “Muitas pessoas perguntariam como a criança deveria se comportar, mas a Antroposofia diz que os adultos devem aprender como se comportar em frente da criança mesmo em palavras, atitudes e pensamentos. Crianças são mais receptivas em suas almas do que as pessoas pensam e certamente mais receptivas do que os adultos”, analisa Steiner.

Segundo ele, devemos prestar atenção em produzir um ambiente saudável para que a criança possa imitar. Isso porque as crianças até os sete anos, aprendem tudo por imitação e totalmente de acordo com o ambiente em que estão conectadas.

“Nós podemos formar a primeira fundação para a essência pessoal da criança, se, durante aos primeiros sete anos da infância vivemos o que a criança deve imitar, após ter concebido propriamente como devemos atuar na sua presença.  O que você faz em detalhe é menos importante do que a pessoa que você tenta se tornar e os pensamentos e ideias que você carrega”, ensina Steiner.

É claro que quando a criança está se jogando no chão porque quer algo que não pode ser dado ou deixando de fazer algo que está sendo pedido, muitas vezes a paciência se esgota rapidinho e tudo o que a gente quer é resolver a questão, nem que seja arrastando-a pelo braço. Há algum tempo, minha filha começou a dar tapas em mim e no meu marido quando enfrentava alguma situação de frustração. Ao conversar com a coordenadora da escola que ela frequenta, recebi uma dica que tento adaptar em todas as circunstâncias: a ressignificação do ato. O tapa passou a ser tratado como um carinho forte e ao perguntar – “ Você está fazendo um carinho forte na mamãe? ”, imediatamente eu a desarmava e já transformava a cena.

Atualmente isso não mais acontece, mas quando algum outro caso adverso aparece, como fazer uma careta na hora em que estou impedindo alguma travessura ou birras para tentar escapar do banho, eu procuro pensar em qual comportamento eu devo ter que a minha criança possa imitar. Isso norteia todo o meu agir em relação a ela e geralmente o que seria uma bronca vira uma brincadeira.

Steiner nos adverte que até mesmo os pensamentos que temos diante das crianças devem ser cuidados. “Não é suficiente esconder coisas das crianças, enquanto você se permite pensamentos que não são adequados a elas. Nós devemos ter e viver os pensamentos que consideramos que poderiam viver na criança. É desconfortável, mas ainda assim é verdade”, ensina.

Da próxima vez que eu tiver que avisar pela centésima vez que está na hora do banho, vou cuidar de pensar em uma música bem bonita para que eu não queira me arrancar os cabelos ou falar mentalmente coisas que não gostaria que ela escutasse.

Documentário sobre primeira infância estreia hoje com entrada gratuita

 

O começo da vida

O documentário O Começo da Vida estreia hoje nos cinemas de todo o Brasil e também na internet com a proposta de mostrar como os primeiros anos da infância são fundamentais para criar as bases do ser humano. Para isso, ele traz depoimentos de pais e dos principais pesquisadores sobre o assunto no mundo.

Ao longo do filme, os especialistas demonstram como o desenvolvimento do ser humano depende muito também do relacionamento dele com o meio ambiente e com outros seres, em especial nos primeiros anos de vida.

Para Rudolf Steiner, os anos iniciais da infância são os mais importantes para o desenvolvimento do homem. “Os três primeiros anos de vida – e, consequentemente, os demais até o sétimo – são de suma importância para o desenvolvimento integral do homem, pois a condição humana da criança é totalmente diversa de uma condição posterior. A criança é de fato, nos primeiros anos, um organismo totalmente sensorial”, explica Steiner.

Não vou perder esse documentário por nada e o melhor é que a entrada será gratuita nos dias 5, 6, 7 e 8 de maio em todos os cinemas em que o filme for exibido.

Além disso, ele também poderá ser visto no site videocamp. http://www.videocamp.com/pt/movies/o-comeco-da-vida

Confira a lista de cinemas participantes:

São Paulo – Itaú Cinemas (Augusta, Frei Caneca, Pompeia – Bourbon Shopping)
Rio de Janeiro – Itaú Cinemas (Botafogo)
Porto Alegre – Itaú Cinemas (Bourbon Shopping Country)
Curitiba – Itaú Cinemas (Shopping Crystal)
Brasília – Itaú Cinemas (Shopping Casa Park)
Salvador – Itaú Cinemas (Praça Castro Alves)
Florianópolis – Cinespaço (Beiramar)
João Pessoa – Cinespaço (Mag Shopping)
Santos – Cinespaço
Belo Horizonte – Belas Artes Cine
Juiz de Fora – Espaço de Cinema Juiz de Fora
Manaus – Cinemark (Studio 5 Shopping)
Natal – Cinemark (Midway Mall)
Campo Grande – Cinemark (Campo Grande Shopping)
Aracaju – Cinemark (Shopping Riomar)
Palmas – Cinemark (Capim Dourado)
Vitória – Cinemark (Vitória Shopping)
Goiânia – Cinemark (Flamboyant)
Cuiabá – Cinemark (Goiabeiras Shopping)
Boa Vista – Cinemark
Recife Cinemark – (Riomar)